e menos de todo o mais que em ti reflecte
Que julgas em vão ser todo o mais que sou
e menos de tudo, mas tudo o quanto não sou
Fecho-me na minha imensidão, eu sei
mas jamais me ocorreu trancar-me cá dentro
e jamais te ocorreu pelo menos espreitar
mesmo sendo por tão fina brecha
seria talvez o maior dos terrores
Pois como podia ser eu completo
e de onde traria então o meu alento
senão do meu vazio?
dos negros confins onde descanso,
do mais profundo abismo, tranquilamente,
abraçado pela quietude do meu ser
Engole-me ó grande vazio
e traz-me aquela paz
que tanto necessito
E nada mais precisarei
por enquanto…

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