gostava de ser mais em ti todo o menos em mim
e menos de todo o mais que em ti reflecte,
que julgas em vão ser todo o mais que sou.
e menos de tudo, mas tudo o quanto não sou.
e menos de todo o mais que em ti reflecte,
que julgas em vão ser todo o mais que sou.
e menos de tudo, mas tudo o quanto não sou.
fecho-me na minha imensidão, eu sei.
mas jamais me ocorreu trancar-me cá dentro,
e jamais te ocorreu pelo menos espreitar,
mesmo sendo por tão fina brecha.
esvaziar-se um dia o vazio em mim
seria talvez o maior dos terrores,
pois como podia ser eu completo
e de onde traria então o meu alento
senão do meu vazio?
seria talvez o maior dos terrores,
pois como podia ser eu completo
e de onde traria então o meu alento
senão do meu vazio?
em ritmo infindável matuto em vão,
dos negros confins onde descanso,
do mais profundo abismo, tranquilamente,
abraçado pela quietude do meu ser.
dos negros confins onde descanso,
do mais profundo abismo, tranquilamente,
abraçado pela quietude do meu ser.
engole-me ó grande vazio
e traz-me aquela paz
que tanto necessito.
e nada mais precisarei
por enquanto…
e traz-me aquela paz
que tanto necessito.
e nada mais precisarei
por enquanto…

O Vazio by João Massada is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
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